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» Um perfil do Pe. Nélson Koch, que comemora 13 anos de sacerdócio no próximo dia 18
Gaúcho de Tenente Portela, 43 anos de vida, ele é o décimo filho de uma prole de 15 irmãos e caso raro em que sua mãe é que não queria que ele se tornasse ou continuasse como padre: “é muita solidão para uma pessoa ter de suportar”, dizia dona Nair Cemin.

Mas o certo é que, “atormentado” pela vocação, Nélson Koch acabou se ordenando em 18 de julho de 1998, em Sorriso – depois de uma conturbada trajetória de estudos por várias cidades dos dois Mato Grossos e do Paraná, além da morte prematura de seu pai, aos 53 anos.

E, apesar de seu perfil ousado e empreendedor (é reconhecidamente um tocador de obras), e também da indisfarçada queda pela política (foi inclusive candidato a prefeito em Sorriso), o que esse jovem padre gosta mesmo é de pastorear almas.

Para atingir essa meta superior, ele conta com um natural carisma para convencimento das pessoas, além de uma sólida formação nos campos da Filosofia e da Teologia. Mas quem conhece o Pe. Nélson mais de perto afirma mesmo é que ele é um obstinado. Desses que quando põem uma ideia na cabeça, é preciso abrir fileiras para sua passagem.

E quem duvidar dessa capacidade de realização, basta apenas passar por Sorriso e Nova Ubiratã – ou tomar conhecimento da longa lista de realizações e obras sociais que ele já liderou no curto período de 13 anos de sacerdócio.

Nesse sentido, passando recentemente por Vera, em atividade de sua secretaria estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, o deputado estadual e ex-prefeito de Sorriso, José Domingos, assim se referiu ao Pe. Nélson: “por onde ele passa deixa sua marca de desenvolvimento e de realizações”.

Não é incomum ouvir-se em Vera que “nos últimos anos ele vem fazendo mais obras do que o prefeito”. E para quem achar que isso é um exagero ou provocação política, basta ressaltar aqui que em apenas seis anos de pároco em Vera – que também atende em Feliz Natal e Santa Carmem, ele já comandou a construção de três capelas em Vera, uma em Santa Carmem e uma em Feliz Natal. Neste último município, ele reformou também a igreja, construiu a praça e iniciou a casa paroquial.

Em Vera ainda, ele construiu a Praça Pe. Ludovico, reformou e fez melhorias na matriz, está executando a construção do Lar do Idoso Dona Francisca e já implantou o Centro Ecológico Nossa Senhora de Fátima.

Além disso, nesse mesmo período, fez reformas e melhorias na Capela Nossa Senhora Aparecida, em Santa Carmem (sem contar a implantação de uma área de lazer familiar em Sinop).

Com esse perfil de “obreiro”, aliado a sua origem familiar de esquerda e afinidade com a ala progressista da igreja (com foco na Teologia da Libertação e intensa atuação nas Comunidades Eclesiais de Base), não é de se estranhar sua proximidade, ou namoro com a atividade político-partidária.

Nesse sentido e com esse currículo e trajetória, poucos dos leitores desse perfil têm neste momento dúvidas de que o padre seja filiado ao Partido dos Trabalhadores – PT. Foi por esse partido e defendendo as bandeiras históricas de compromissos sociais e de luta pela construção de um novo tipo de mundo que ele concorreu e perdeu a eleição para prefeito de Sorriso em 2004.

E são por essas mesmas razões e trajetos de vida que o Pe. Nélson também já está sendo lembrado como possível candidato a prefeito de Vera no ano que vem. Mesmo sem nunca ter assumido publicamente essa possibilidade, votos ele tem bastante – como afirmou uma pesquisa recentemente realizada no município, em que o sacerdote de esquerda está entre os cinco primeiros colocados, dentre uma lista de 13 pré-candidatos apresentados aos eleitores (e onde estavam nomes de prefeito, ex-prefeitos, vice-prefeitos, presidentes de câmara e destacadas lideranças de Vera).

E para quem se aventura a perguntar ao Pe. Nélson se ele será candidato em Vera, ele demonstra mais uma faceta de sua personalidade focada na inteligência e astúcia: não diz que sim nem que não, não confirma que o bispo diocesano de Sinop seja contra (como alguns de seus possíveis adversários afirmam com a segurança de quem tivesse intimidade com Dom Gentil...), mas faz uma série de restrições à conduta política de várias lideranças do município – como problemas afetos ao não-cumprimento de compromissos e de falta de planejamento e de metas (como a captação de recursos financeiros), o que ele igualmente enfrentou em Sorriso: lá ele era o primeiro colocado nas pesquisas até certo ponto da campanha, tendo depois sido “derrubado” pela quebra de compromissos de uns e pela “abundância” de recursos dos adversários e pela “carência” dos seus.

Portanto, tem tudo para quebrar a cara quem quiser ter a segurança de saber quais serão os passos do Pe. Nélson nos próximos anos. O seu sorriso meio “matreiro” esconde tanto a alternativa de possíveis aspirações políticas quanto a de continuar suas metas e realizações sociais em Vera.

Ou até mesmo o que uma fonte deste jornalista afirmou: o de que o Pe. Nélson será “transferido” pelo bispo diocesano Dom Gentil para Sinop. Nessa cidade, além de suas naturais funções espirituais, ele teria como meta “dar um gás” – como se diz em Vera – na recuperação e construção de várias igrejas e instituições católicas naquele município, que estariam precisando de uma mente brilhante e de uma capacidade de realização inquestionável. A informação precisa ser confirmada, mas que esse figurino cabe à medida no Pe. Nélson, isso cabe.

Feliz aniversário de sacerdócio e muitos anos de vida e de realizações ao Pe. Nélson.

Curriculum vitae e trajetória sacerdotal do Pe. Nélson

Nelson Koch nasceu no dia 07 de setembro de 1967 (foi registrado porém no dia 03/11/1967), em Alto Bela Vista município de Tenente Portela - RS. Décimo filho de uma família de 15 irmãos. Filho de Ernesto Frederico Koch, nascido em Santo Angelo e Nair Cemin Koch – nascida em Espumoso - RS.

Ernesto Frederico Koch foi o primeiro filho de Ernest Koch, que chegou ao Brasil em 1923 fugindo da perseguição nazista no porão de um navio. Devido à língua, os Koch foram perseguidos devido à ameaça comunista que pairava no Brasil. Nair Zamboni Cemin foi de ascendência italiana e austríaca da segunda geração.

Para poder estudar, Nelson Koch foi morar com o irmão mais velho em Redentora - RS em 1977, onde permaneceu até 01 de agosto de 1979, data em que a família mudou-se para Terra Nova do Norte - MT. O dia 12 de agosto marca sua chegada na nova terra e os doze dias de viagem em cima do caminhão da família.

Em 1980, estudou na Agrovila Esteio – a dez quilômetros de distância da antiga Sede Velha, caminho percorrido de bicicleta por algum tempo. Em seguida, foi morar com a família de um senhor – o popular “Domingão”. Em 1981, trabalhou no único matadouro que abastecia o açougue da incipiente cidade e trabalhou algum tempo na lanchonete do terminal rodoviário.

Neste ano ainda concluiu a 4ª série primária e em agosto houve uma visita do Padre Arlindo Tonetta e da Irmã Luiza Carriel à escola. Nessa ocasião, eles convidaram meninos e meninas interessados em ingressar no seminário e convento.

Nelson Koch se prontificou pois, desde os sete anos de idade, pensava em ser padre. Porém nada contou a família com medo de que não permitissem. Somente no mês de janeiro de 1982, após a visita do Padre Arlindo à família, eles ficaram sabendo da decisão.

A partir de janeiro de 1982, Nelson Koch ingressa no seminário de Sinop onde permaneceu por quatro anos até a conclusão do ginásio.

No dia 04 de março de 1983, perde o pai com 53 anos vítima de câncer no exôfago. Pensou em deixar o seminário para ajudar a família, porém a mãe desta vez o incentivou a continuar.

Em fevereiro de 1986, chega em Curitiba para cursar o Ensino Médio na Cidade de Pinhais, região Metropolitana.

Nos anos de 1987 e 1988 sai da Congregação dos Padres Camilianos pois desejava ser missionário na África e a convite do Padre José Volmer conclui o Segundo Grau em Itaúba, no Seminário Diocesano, onde foi orientado sobre a vocação Missionária dos Padres Combonianos.

Em 1989 ingressa nessa Congregação, em Curitiba, no Bairro Jardim Independência e inicia seus estudos superiores em Filosofia no Instituto Vicentino. Em outubro de 1990, orientado pelo reitor Padre Gianfranco Bettega , deixa a congregação contra o próprio desejo, para fazer uma experiência fora do seminário.

Contrariado com a decisão do reitor, Nelson Koch recebe um convite de Frei Miguel Bottacin para morar e trabalhar na sua comunidade, onde teve ótima acolhida e pôde concluir a Filosofia.

Em 1992, ainda contrariado, resolve não retornar aos missionários e de fato realizar uma experiência fora do âmbito eclesial. Monta uma micro-empresa de confecções em sociedade com Iraci Buozi e começa a namorar a irmã da sócia. O negócio foi crescendo e auferindo lucros até chegar ao patamar de 12 funcionários em meados de 1993. Porém, o antigo desejo o atormentava e, deixando da namorada, pede ao bispo Dom Henrique Froelich, de Sinop, permissão para iniciar os estudos de Teologia após uma visita do Padre Luiz Carli, Pároco de Vera-MT, que o convidou para ingressar no clero de Sinop. Por exigência do novo Bispo, Dom Gentil Delazari, ingressou em Campo Grande-MS, dando continuidade aos estudos Teológicos. Contudo, sua estada por lá foi breve. Devido incompatibilidades com o reitor retornou a Curitiba onde novamente foi trabalhar com o Frei Miguel.

No dia 11 de março de 1997, formou-se Bacharel em Filosofia pela UFPR. Em abril falece o querido Frei Miguel. No dia 05 de dezembro de 1997, formou-se Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma à qual o Studium Theologicum é afiliado. No dia 30 de março de 1998 recebeu o Certificado de Conclusão de um curso de pós-graduação em Filosofia Contemporânea pela PUC-PR. No final de 1997, concluiu a Licenciatura em Filosofia, Psicologia e História pela UFPR.

No dia 11 de dezembro de 1997, chega em Sorriso para estagiar na Paróquia São Pedro Apóstolo. Em março de 1998, foi ordenado Diácono na Cidade de Matupá. No dia 18 de julho, foi ordenado sacerdote em Sorriso. Em 27 de fevereiro de 2001, assumiu a paróquia recém-criada, de Santa Luzia, em Sorriso - onde permaneceu até o dia 15 de fevereiro de 2005 após algumas realizações na área social e eclesial, inclusive sua participação política como candidato a prefeito em 2004.

No dia 27 de fevereiro de 2005, assumiu a paróquia de Vera, onde permanece como pároco e com o apoio da comunidade tem realizado vários projetos sociais.
Comentários
Paula Gibbert
Postado:
26/07/2011 às 16:33
O Padre Nelson é um exemplo a ser seguido. É pároco da Comunidade Nossa Senhora Aparecida de Santa Carmem e sabe realmente como pastorear suas ovelhas.
João
Postado:
20/07/2011 às 18:17
E com alegria que vejo a confirmação de um elogio ao Pároco de Vera a bastante tempo atrás A publicação de seu histórico comprova que ele tem mais méritos e competência que muitos pseudo líderes que as circusntâncias e poderio econômico nos impõe. Um abraço do tamanho do nosso RS
Rita
Postado:
13/07/2011 às 10:03
Parabéns Pe. Nelson! Sua vinda para vera só trouxe coisas boas para nossa paróquia, não só na parte de organização como também na parte espiritual, espero que sua estadia aqui perdure muitos e muitos anos, e se for candidato a prefeito, e se aleger com certeza vera terá uma pessoa de peso a frente do município, já mostrou isso à frente dos trabalhos na nossa paróquia. Que Deus ilumine seus passos e coloque suas mãos para abençoar tudo o que o senhor fizer.